Anatomia de um Projeto: Shouk (4) — Final
O tempo passava, mas a inauguração foi adiada: isso não queria dizer mais prazo, e sim que poderíamos desenvolver mais itens para tornar o projeto mais abrangente e completo. Partimos para as xícaras, jogo americano, forração de lanches (clique nas imagens para ampliar).
Passando por alguns ajustes, finalizamos esses itens e partimos para outros, ao mesmo tempo que tivemos contato com a fachada do estabelecimento e começamos a desenvolver a comunicação indicativa.
Cartões de visita, sacolas e uniformes: a identidade já tomava corpo e a aprovação dos layouts animava a todos, ao mesmo tempo que a construtora começava dar acabamento ao espaço.
Com o afunilamento do projeto, foi a vez de diversos fornecedores entrarem em ação: gráficas, estamparias, parceiros, free-lancers.
Chegamos nos convites e no cardápio: usamos a mão de Fátima desenhada para o Shouk como faca especial para ambos. Também usamos o mesmo papel, com coloração marcante e que também se adequava à ambientação do espaço.
Todos os convites foram personalizados com dados variáveis, e como toda a impressão era apenas em 1 cor, tivemos agilidade na produção.
Com o cardápio a mesma coisa: impressão digital na capa e miolo, papéis especiais que também traduziam a identidade do Shouk. Obs: os cardápios chegaram no dia da inauguração.
Posteriormente, foi criada outra versão para o cardápio, onde o miolo pudesse ser trocado periodicamente, devido à alteração constante dos itens.
A fachada foi um caso à parte: depois de apresentarmos 3 alternativas de materiais e o que a gente conseguiria produzir a partir deles, o cliente nos passou o fornecedor responsável pela fabricação. Foi um mini-caos até que todo mundo se entendesse e conversasse a mesma língua, mas deu tudo certo e a fachada foi instalada a 3 dias da inauguração. Foi no mesmo dia em que tivemos contato com as xícaras e sacolas.
A sinalização interna também foi uma correria: feita em tecido, foram bordadas as informações, e fixadas como banners. Nessa primeira etapa, foi concluída a sinalização dos banheiros e da cafeteria.
Outro detalhe foi o pingente distribuído a jornalistas junto com o convite, também na forma de mão de Fátima.
Finalmente, a inauguração, em 11 de julho de 2006: uma mistura de alívio e alegria por parte do cliente e para nós também, além da satisfação de perceber in loco como a identidade agradou as pessoas.
Mini-cartões e flyers explicativos do espaço foram peças de ampla aceitação, que os frequentadores do local sempre levavam como lembrança.
Os trabalhos foram retomados dias depois, para a criação de flyers para distribuição na rua, direção de arte para anúncios em guias da cidade, banners para destacar as atividades do local.
Além disso, concluir a sinalização interna: retomamos as pesquisas e chegamos a uma proposta também aceita de imediato: tecidos impressos e pendurados perpendicularmente às prateleiras da livraria, revistaria e presentes. O voil foi o tecido escolhido, por proporcionar transparência e leitura eficientes e dentro do conceito da identidade.
O projeto todo foi um desafio, felizmente respondido à altura.
Fotos: Hudson Motta e Vera Sárközy.












