Quem tem medo de tanta marca repaginada?
Dúvida: a que se deve essa onda recente no Brasil de redesign de marcas de grandes empresas? Lá fora não sei se a coisa está nesse ritmo (de cabeça me lembro apenas da Xerox, Kodak nem tão recente assim), mas por aqui nos últimos meses os exemplos só aumentam: Vale, Varig, Votorantim, TAM, Porto Seguro, Philco, Gafisa, DellAno…

Alguém se lembra de algum exemplo recente?
Do ponto de vista do mercado, isso poderia ser visto como positivo, se parte desses projetos não fossem tocados por escritórios estrangeiros ou agências de publicidade. E por causa disso se vê resultados irregulares.
Claro que há uma justificativa racional do ponto de vista econômico: o país passou de devedor a credor, temos sido pouco afetados a crises externas, nossas empresas estão se expandindo e atuando em mercados estrangeiros, e por isso precisam de uma imagem compatível com esse momenta, blablablá… Mas isso seria o suficiente para que essa “tendência” se configurasse com tanta intensidade recentemente?
Do jeito que as coisas estão indo, essa tendência já virou modismo, está parecendo aquela coisa: “vamos nessa, toda grande empresa resolveu ir por esse caminho”.
Algumas referências que discutem o assunto: Mario Amaya, Marcelo Tomaz.
26/03/08 às 18:36
Você vê, a coisa caminhou tanto que teve gente pedindo para eu comentar o mais novo logo da corporação X ou da entidade Y. Parei e pensei: pera aí, não sou um especialista em branding nem um designer de marcas (full-time ao menos). Mas os colegas do ramo anseiam por ouvir opiniões.
Alguns também acham que algo está acontecendo de muito estranho, e às vezes até cheira meio esquisito.
Por exemplo, no composite que você postou, tem uma marca da Votorantim com degradezinhos estilo “Aqua” - coisa que deveria ter saído de moda jlogo depois de surgir, pelos idos de 1998-2001. Que uma empresa desse tamanho e desse ramo ceda ao modismo de algumas companhias moderninhas de internet é espantoso. Enfim, sozinha ela valeria um novo artigo.
Também me perturba a constatação de que as novas marcas ou são feitas por estrangeiros ou por divisões dentro de agências de propaganda.
31/03/08 às 10:37
Mario, eu mesmo já cheguei a fazer esse pedido, se não me engano… Tenho estudado bastante sobre branding e participado de alguns cursos, mas mesmo assim não me convenço dos últimos acontecimentos. Concordo quanto à Votorantim: aliás, acho o hotsite da nova identidade muito melhor do que a atualização da marca em si. E quando sobra autoria para os escritórios de design, alguns surgem em parceria com as agências de propaganda. Não seria melhor cada macaco no seu galho?