Novas placas
Há alguns meses pensava em comentar sobre as novas placas de identificação de ruas em São Paulo. Tinha lido alguns artigos e reportagens, além de acessar o site da prefeitura, então vamos lá:
Na esteira da lei Cidade Limpa, São Paulo agora renova a identificação de suas ruas. A mudança ficou a cargo da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb). Na cidade há cerca de 200 mil placas de ruas, sendo 36 mil conjuntos e mais de 100 mil placas padrão. E como funciona o sistema?
— As placas, a olhu nu, são ligeiramente maiores que as antigas (onde algumas, aliás, principalmente no centro, não recebiam manutenção há mais de 10 anos).
— Saem as placas dos anunciantes que exploravam a publicidade nesses locais, em adaptação à Lei Cidade Limpa.
— A informação visual fica distribuída da seguinte forma:
a) Em vez do nome completo por extenso, a informação principal é o apelido do logradouro. Por exemplo: na Av. Corifeu de Azevedo Marques, as placas contêm “Corifeu” em primeiro plano, facilmente identificáveis. Abaixo, fica o nome completo da via.Na parte inferior da placa, 3 campos: CEP, a numeração inicial e final dos imóveis de cada quadra e a distância em quilômetros de cada localidade em relação ao marco zero, na praça da Sé.
b) Tipografia: As placas adotaram uma nova fonte tipográfica, chamada ClearView — visão clara ou limpa — nome óbvio que soa genial.
Ela foi lançada em 2004 após 10 anos de pesquisa(!), com o propósito específico de sinalizar vias públicas e rodovias. A família tem 6 pesos, e cada peso tem uma versão em positivo e negativo para uso. O projeto prevê visibilidade e contraste a maiores distâncias do que as fontes utilizadas atualmente, diminuição do efeito halo etc. No site há informação detalhada sobre o projeto tipográfico e até custos para se adquirir a fonte. Nas novas placas de São Paulo, a ClearView é utilizada no apelido da via. Nos outros campos, a fonte é Helvetica.
— Cores: As placas do centro histórico são totalmente brancas e num raio de 1 quilômetro a partir da praça da Sé não são numeradas. As outras placas continuam azuis e possuem uma faixa colorida na parte de baixo. A cor discrimina a região da cidade e é o mesmo código utilizada nas linhas de ônibus. Ponto para a coordenação do projeto, que utilizou o mapa existente traçado pela SPTrans, empresa que gerencia o transporte coletivo da cidade e é um alívio para o cidadão, que não precisará aprender outro código cromático para se localizar na cidade (nesse aspecto, um bom design pode facilitar a vida das pessoas):
Noroeste: verde-claro
Norte: azul-escuro
Nordeste: amarelo
Leste: vermelho
Sudeste: verde-escuro
Sul: azul-claro
Sudoeste: vinho
Oeste: laranja
Obs: no centro expandido, área do rodízio de automóveis, a faixa é cinza.
— Acabamento: as placas são cobertas por uma película reflexiva, que permite ao motorista ver o nome da rua com mais nitidez durante a noite e a uma distância de mais de cem metros — e também potencializar a eficiência da ClearView.
Apesar disso, como nada é perfeito, O Globo Online apontou uma falha de projeto: em algumas regiões na Zona Oeste, onde a faixa inferior é laranja, o texto foi impresso em branco, dificultando a leitura. A mudança para preto já foi providenciada.
Com a palavra, as autoridades:
“Vamos dar um padrão à cidade para facilitar o deslocamento dos pedestres e dos motoristas. Quando o turista ou mesmo o cidadão que mora na capital virem as placas coloridas, saberão em que região de São Paulo estão e a qual distância do centro se encontram”, afirma Regina Monteiro, diretora de Meio Ambiente e Paisagem Urbana da Emurb.
“O espaço é exclusivamente destinado à informação”, explica Luís Eduardo Brettas, gerente de paisagem urbana da Emurb.
Projeto interessante que é muito bem-vindo para melhorar a qualidade de vida da cidade. Contudo, há ainda outras placas nas ruas de São Paulo, como as de sinalização de vias e as que identificam ruas transversais, que além de sofrerem também de má conservação, muitas vezes estão mal localizadas, conforme este texto. Como a cidade cresceu desordenadamente, uma sinalização melhor é um alívio para quem transita nessa malha viária caótica. E também não se sabe como será a manutenção do projeto ao longo dos anos. No caso do Metrô, como bem observou Mario Amaya, inconsistências foram aparecendo com o tempo.
Fontes: O Globo Online, Folha de S. Paulo, Interpress Motor, Prefeitura de São Paulo, Sampaist, além de alguns fóruns e conversas de bar.



14/01/08 às 13:27
Curtí as informações!
A distância do centro nas placas, para pessoas perdidas como eu, pode ser um alívio…. ou uma péssima notícia, dependendo da tal distância!
15/01/08 às 10:31
o padrão de cores e números na divisão da cidade não é parte do plano diretor que foi lançado à um tempinho????
15/01/08 às 17:43
Rinaldi, o que eu sei é que o sistema de cores adotado foi o mesmo que a SPTrans utiliza para a malha viária da cidade, não sei se é parte do Plano Diretor, mas é possível que seja.
21/07/09 às 11:24
Como um Newbie, estou sempre buscando online para artigos que podem ajudar-me. Obrigado
3/11/09 às 19:55
Obrigado pelo artigo, lembro-me de quando as primeiras novas placas começaram a aparecer. Na hora pensei como a tipografia das placas de São Paulo necessitavam de um upgrade. O projeto final ficou muito bom.
13/03/10 às 11:11
Gostei do artigo, mas acho que as partes amarelas da placa vão dificutar a visão quando as pessoas lerem o CEP.